A influência da condição econômica na música brasileira

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O ministro da Cultura, Gilberto Gil, afirmou em 2007 que: “A música brasileira é uma das maiores forças da música mundial e a maior força da Economia da Cultura no Brasil.” Isto para mostrar que o mercado interno da música brasileira é muito forte, pois os brasileiros apostam muito no consumo interno da sua música. Este consumo ajuda a fomentar e divulgar o mercado da música popular brasileira.

O grande problema é que o consumo tem caído nos últimos anos, muito devido à pirataria. Esta prática tem provocado grandes prejuízos no mercado da música. A grande reviravolta destes prejuízos parece ter acontecido em 2011, com a ajuda da cantora Paula Fernandes que conseguiu vender 1,5 milhões de cópias entre CDs e DVDs; números que já não se viam desde 2000. Mas o mercado da música está atento a estes dados, pois sabe que é preciso reinventar-se. Por isso apostou em duas grandes áreas:

Música ao Vivo

A partir de 2000, os festivais de música no Brasil tiveram um grande aumento de popularidade. Com a estabilidade do real, o fim da inflação e o aumento do poder de compra da classe médidrummer-1115182_960_720a contribuíram para conseguir trazer para o Brasil concertos de bandas que até aí eram raros. Grandes artistas internacionais passaram a atuar em espetáculos inseridos em diversos festivais de música. Os mais populares festivais são:

  • Rock in Rio
  • Planeta Terra
  • Lollapalooza
  • Festival de Verão de Salvador

Novas plataformas

Com os grandes avanços das novas tecnologias, o consumo de música no Brasil mudou radicalmente. Segundo dados de 2015, a maioria de vendas digitais de música corresponde ao streaming (51%), depois aos downloads (como por exemplo, iTunes) em segundo lugar com 30% e os toques para smartphones com 19%. No Brasil, a venda de música em formato digital já corresponde a 37,5% do total de vendas e as vendas físicas correspondem a 40,6%.

A verdade é que o consumidor brasileiro voltou a apostar no mercado musical após um grande período de crise, e as empresas da área tem sabido reinventar-se para aproveitarem esta nova fase da música brasileira.