A estrutura social do Brasil e da música

Favelas-portoalegre

A música é um dos elementos culturais de reconhecimento imediato quando falamos do Brasil. Os seus diferentes gêneros e estilos musicais são tantos e tão variados que mostram bem a cultura rica deste país. A música sempre foi um veículo utilizado pelos músicos para passarem as suas mensagens para o público; foi muitas vezes utilizada como forma de intervenção e protesto contras as injustiças sociais do país. Existe uma área da música do Brasil que se chama música de protesto, que é uma categoria que engloba as canções de música popular feitas com o intuito de chamar a atenção dos ouvintes para um determinado problema social, político ou econômico.

No Brasil, esta categoria atingiu o seu auge em 1967, para protestar contra a censura no país, imposta pela ditadura militar, que era um atentado à liberdade artística e liberdade de expressão. Alguns artistas até tiveram de sair do país para fugir à perseguição por parte dos militares. Os músicos mais conhecidos por fazerem músicas de protesto nesta época são:

  • Chico Buarque
  • Gilberto Gil
  • Caetano Veloso
  • Geraldo Vandré
  • Edu Lobo
  • Sérgio Ricardo

Estes artistas usavam metáforas e ambiguidades para conseguirem passar as suas mensagens; exemplos disso são canções como “É Proibido Proibir”, “Que as Crianças Cantem Livres” e “Para Não Dizer que Não Falei das Flores”.

Também nos anos 80, surgiram músicos que usavam as suas letras como forma de intervenção social para protestar contrFavelas-portoalegrea os problemas da sociedade da altura. Temos o exemplo da música “Geração Coca-Cola”, do grupo Legião Urbana, que mostrava a indignação do poderio dos EUA sobre o Brasil e outros países.

Existem muitos outros exemplos de músicos que se insurgiram contra as desigualdades sociais no Brasil; uma das músicas que ainda representam bem esta indignação é a música de Gabriel o Pensador, “Até Quando”. Fica aqui um pouco da letra:

“A polícia

Matou o estudante

Falou que era bandido

Chamou de traficante!

A justiça

Prendeu o pé-rapado

Soltou o deputado

E absolveu os PMs de Vigário!”